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NOTA SOBRE O SARAMPO

19/08/2019

O Hospital São Francisco, em sintonia com as autoridades sanitárias locais e nacionais, vem divulgar importantes informações e recomendações relativas ao Sarampo.

 

1) História natural da doença

Trata-se de doença com período de incubação de 7 a 21 dias, caracterizada inicialmente por febre alta (Temp> 38,5 °C),tosse, sinais respiratórios altos e conjuntivite não purulenta. Em torno do 3º ao 5° dia surge a mancha de Koplik, ou seja, pontos branco-amarelados na mucosa bucal na altura do terceiro molar superior. Nesse momento, o paciente tem até uma melhora clínica quando surge o exantema máculo-papular inicialmente em face e tronco e progressivamente acomete os membros.

 

2) Forma de transmissão

O Sarampo é uma das doenças mais transmissíveis que se conhece. A transmissão é aérea, ou seja, as micropartículas eliminadas pelo paciente, ao tossir, espirrar e até falar, ficam suspensas no ar por horas. Portanto, há necessidade do uso de máscaras N95 (a mesma usada na tuberculose) e isolamento do paciente.

 

3) Definição de caso suspeito

a) Paciente com exantema, febre e sinais respiratórios altos (tosse e/ou coriza e/ou conjuntivite).

 

4) Recomendação para o manejo dos pacientes

a) Reconhecer o paciente, o mais rápido possível, para que seja retirado do contato com outros pacientes e possa ser atendido;
b) Encaminhar esse paciente com prioridade para a triagem, a equipe deverá estar provida de máscara N95 para atender o paciente;

c) Uma vez confirmada a suspeita, encaminhar com prioridade para o atendimento médico;

d) Manter o paciente isolado dos outros em precaução aérea;

f) Proceder a urgente notificação à Secretaria de Saúde e encaminhar o soro ao Lacen para diagnóstico;

e) Não há tratamento específico. Dar prioridade para acompanhamento ambulatorial. Orientar todos os contatantes a receberem a vacina tríplice viral.

 

5) Recomendações para a equipe

a) Todos os profissionais da saúde devem verificar se receberam ao menos duas doses da vacina tríplice viral, também conhecida com MMR;

b) Em caso negativo ou na ausência de informações ou em situação de surto, procurar um posto de vacinação;

c) Não podem ser vacinados gestantes ou portadores de doenças imunossupressoras. Tais profissionais devem ser afastados do atendimento em situação de surto da doença (manter paciente em precauções aéreas).

 

DR. HENRIQUE MARCONI PINHATI (CRMDF 8802)
Infectologista

SERVIÇO DE CONTROLE DE INFECÇÃO HOSPITALAR

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