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Gerente de RH do Hospital São Francisco dá dicas sobre currículo

09/08/2014

Henrique César Andrade

 

O currículo é uma das ferramentas mais importantes para o alcance de boas oportunidades no mercado de trabalho. No HSF, dezenas de currículos são recebidos todos os dias, muitos deles já eliminam o candidato de pronto. Confira algumas dicas para criar um currículo poderoso que, sem dúvida, despertará nos profissionais de RH o desejo de conhecer melhor o candidato.

Objetividade
Ter objetividade é indispensável para que o selecionador consiga, de forma rápida, identificar os candidatos que se encaixam no perfil que está sendo buscado. Elaborar um currículo específico para a vaga desejada é um bom começo.

Uma página é um bom tamanho    
Um bom currículo tem uma página, no máximo duas. No entanto, o tamanho, se uma ou duas, deve ser compatível com quantidade de informações necessárias para a vaga. 

Dados pessoais          
Nome, idade, estado civil e contatos (telefônicos e e-mail) são suficientes. Evite incluir RG, CPF ou título de eleitor. Estas informações são relevantes para o momento contratação. Também é importante manter os contatos atualizados.

Foto
A foto é de caráter opcional, no entanto, caso seja uma solicitação da empresa recrutadora, insira. No caso de inclusão,  sugere-se foto formal, tipo 3x4, mais utilizadas para documentos. Evite fotos sensuais, de facebook.  

Escolaridade
O último nível escolar é o suficiente. Evite colocar  1º ou o 2º grau completo. Coloque apenas nível superior e a área, ou pós-graduação e assim em diante. Mas, caso a escolaridade não esteja completo, é bom informar. 

 

Experiências
É importante incluir o nome da empresa, o cargo e o período. Se quiser incluir as responsabilidades, seja sucinto. Deixe este tema para a entrevista. 

Línguas e informática          
Não supervalorize seu conhecimento. O candidato pode correr o risco de ser testado e não obter desempenho desejado. Por isso, é importante ser honesto nas informações.

Mentir jamais, omitir, se necessário           
Informações falsas ou distorcidas por ser muito prejudicial em um processo seletivo. Se o candidato faz isso com currículo, o recrutador entenderá que você poderá agir desta maneira noutras circunstâncias, após a contratação. Omitir informações, por outro lado, pode evitar constrangimentos. 

Erros de português   
Evite, sempre. Este tipo de erro desanima qualquer recrutador. Se necessário, peça ajuda a alguém que tenha maior habilidade com a língua portuguesa.

Portadores de Necessidades Especiais       
Não deixe de incluir esta informação no currículo, até porque há uma escassez deste tipo de profissional. Também é importante que o tipo de deficiência esteja presente no currículo, para que a empresa se prepare, no caso de uma contratação. 

Sempre tem o que incluir no currículo      
Estágios, experiências na faculdade, trabalhos voluntários e cursos são importantes e devem ser incluídos no currículo. Porém, seja objetivo e prático, não queira aqui “encher linguiça”.

O bom senso deve prevalecer          
Cores e formatos diferentes são permitidos, mas é preciso bom senso. É comum os candidatos tentarem chamar a atenção pela estética do currículo, com cores e formatos diferentes. Organização e objetividade são mais importantes que a cor. Dê preferência a um formato funcional.  Nome centralizado; abaixo, em uma fonte menor, dados de contato; em seguida, em uma fonte maior que a do nome, o objetivo profissional; e depois o currículo.

Pretensão salarial     
Incluir o último salário depende do cargo e do candidato. Essa é uma boa hora para ajudar o recrutador e a si próprio. Mas, é preciso entender que há um risco de a empresa não se interessar pelo candidato caso o salário disponível seja menor que o informado no currículo. Um “a combinar” também pode ser utilizado. Pesquisas de remunerações de mercado podem ajudar a manter-se informado do quanto estão pagando para o cargo que se busca.

Rede sociais   
Ter currículos e perfis em redes sociais é interessante, até porque algumas empresas pesquisam informações do candidato na internet. É preciso, apenas, ter cuidado com as informações disponibilizadas, pois, uma escolha ruim de fotos e textos pode prejudicar o currículo do profissional.

Henrique César Andrade é pós-graduado em Gestão de Recursos Humanos, professor de RH das faculdades Anhanguera e Gerente de Recursos Humanos do Hospital São Francisco.

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